Acessibilidade: -A +A normal

 
Prefeitura Municipal de Contagem
   

Humanização e respeito marcam os partos em Contagem

Comparando janeiro com junho de 2017, Maternidade registrou aumento de quase 25% no número de nascidos

Elvira Angel

Sempre que possível o contato pele a pele é estimulado, independentemente da forma como os bebês vêm ao mundo, se por meio de parto normal ou cesariana

No  Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, a  Maternidade de Contagem, seja no Centro de Parto Normal (CPN), para onde são encaminhadas as gestações de baixo risco, seja no bloco obstétrico, onde são realizados partos com graus diferenciados de complexidade, mamães e bebês podem contar com atenção humanizada e respeito ao nascimento. Afinal, os comportamentos organizacionais que incentivem o contato entre mãe e filho e contribuam para deixar a gestante mais tranquila são tão importantes quanto os procedimentos médicos.

O estímulo ao contato pele a pele é um desses comportamentos. O ideal é que ele se dê imediatamente após o parto. Essa atitude favorece o vínculo entre mãe e filho, estimula a amamentação nos primeiros momentos de vida, ajuda a acalmar o neném e o mantém mais aquecido, por causa da transmissão de calor da genitora, entre outros benefícios. Além disso, sempre que possível, a presença de um acompanhante deve ser permitida e incentivada, para trazer mais segurança à mulher. Ambos os comportamentos são práticas recorrentes na Maternidade de Contagem.

Contato pele a pele

No CMI, nesses momentos únicos nas histórias de mães e filhos, sempre que possível, o contato pele a pele é estimulado, independentemente da forma como os bebês vêm ao mundo, se por meio de parto normal ou cesariana. No mês de maio, 60% dos partos realizados no bloco obstétrico contaram com o contato pele a pele. No mesmo mês, em partos acompanhados por enfermeiras obstetras, esse índice chegou a 100%.

Acompanhantes são bem-vindos

A presença de acompanhantes junto às parturientes também é estimulada na maternidade. De janeiro a maio, a taxa média da presença de acompanhantes nos partos realizados no CMI foi de cerca de 96%. Dito de outra forma: nesse período, de cada 100 mulheres que tiveram filho no CMI, aproximadamente 96 contaram com a presença de um acompanhante. 

Mais vidas que surgem

E as novas vidas continuam a chegar. O bebê de Stéfane Soares Rodrigues nasceu na quinta-feira (6), de parto normal, no bloco obstétrico do CMI. Kayro Marcelo, um novo contagense, foi colocado no colo da mãe imediatamente depois que nasceu. O companheiro de Stéfane pôde acompanhar tudo de perto. “Ela deu um berro”, comenta Márcio Martins Alves Ferreira, pai de Kayro. “Achei que não fosse aguentar ter o parto normal”, confidencia a mãe, que teve a primeira filha, hoje com dois anos, por meio de uma cesariana.

Enzo, filho de Vanessa Costa de Oliveira e Maicon Renan Moreira, também nasceu na quinta, de cesariana, nas instalações do bloco obstétrico do CMI. A exemplo de Kayro, foi imediatamente colocado no colo da mãe. “Ele mamou logo nos primeiros instantes”, conta Vanessa. Maicon, marido de Vanessa, também pôde acompanhar todo o processo.

“Se a condição do bebê for tranquilizadora, o contato pele a pele será feito, independentemente de o nascimento ter ocorrido no Centro de Parto Normal ou no bloco obstétrico. E a parturiente pode contar com a presença de um acompanhante, sempre que possível, o que ocorre na maioria dos casos”, explica a enfermeira generalista Tatiana Pereira Silva, servidora no CMI. 

Aumento de partos

Desde o início do ano, a quantidade de partos feitos na Maternidade de Contagem, vem aumentando gradativamente. Em janeiro de 2017, foram feitos 252 partos e, em junho, 312, um crescimento de aproximadamente 25%.

“Esse resultado foi possível com a priorização do governo em retomar as obras de infraestrutura física do Centro Materno Infantil (CMI), com a readequação das escalas de profissionais e com a reposição de profissionais nas equipes. Também promovemos capacitações em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a melhoria dos fluxos de pré-natal e ampliação das visitas guiadas à maternidade. Mas, para além dos números, o respeito à vida é o que mais importa”, afirma Cristiane Rosalina Oliveira Pereira, gestora da maternidade.

 

   

REPÓRTER: Carolina Brauer   FOTO CRÉDITO: Elvira Angel   

PUBLICAÇÃO: 13/07/2017 16:41:41